
segunda-feira, 25 de junho de 2007
May the force be with you.

domingo, 17 de junho de 2007
Quando a prenda não importa.

Jogos são o grande atrativo para os pequenos, que se dispõem a enfrentar, por vezes, longas filas para jogar argolas em pinos coloridos, atirar bolas na boca de uma boneca afro-brasileira supostamente vítima de algum distúrbio mental (veja bem o esforço para ser politicamente correto), fisgar peixes de papel parcialmente enterrados em bancos de areia. E cabe a nós, pais e mães, acompanhá-los, incentivá-los e independente de se solicitados dar algumas preciosas dicas de como focar em boas prendas.
Ah, obviamente existem as prendas, estímulos eficientes para atrair a meninada: bolas, bonecas, carrinhos e toda sorte de objetos que dificilmente resistem ao tranco infantil até as férias de Julho, mas que viram objeto de fetiche durante as tais festas juninas. Como não desejar conquistar a melhor prenda e levá-la para casa?
Ontem fui com meu filho em uma dessas festas. Por motivos familiares somente chegamos no arraial faltando poucas horas para o término. Assim sendo, quase todas as prendas já tinham sido conquistadas. Foi aí que fui surpreendido com o comportamento de algumas crianças, incluindo aí meu filho. Ao invés da reclamação habitual ou do estreito bico de insatisfação, muitas crianças se concentraram na frente das barraquinhas de jogos dispostos a testar sua perícia apenas pelo prazer de acertar argolas em pinos coloridos, atirar bolas na boca da boneca afro-brasileira supostamente vítima de algum distúrbio mental e fisgar peixes de papel parcialmente enterrados em bancos de areia. Sem a pretensão de ganhar nada em troca, a não ser a satisfação de jogar, de participar, de se divertir.
Como já não havia prendas, não estava sendo cobrado nenhum tostão para participar e também não havia mais ninguém a controlar a fila ou organizar tempo e alternância das crianças. Que confusão, você poderia estar pensando. Mas não foi nada disso. As próprias crianças e alguns pais organizavam minimamente as brincadeiras e não vi nada que desabonasse aquela voluntariosa capacidade organizativa.
Afinal de contas, as crianças ontem me fizeram lembrar que as prendas não fazem tanta diferença assim. Não seria interessante uma festa junina no Congresso Nacional com essas crianças?
PS.: A imagem deste post é uma repordução da obra de Alfredo Volpi
quarta-feira, 13 de junho de 2007
Turismo sexual?

Hoje pela manhã, no lançamento do Plano Nacional de Turismo 2007-2010, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, sugeriu aos cidadãos, que relaxem e gozem ao enfrentarem filas nos aeroportos antes de embarcarem em viagens de férias.
O duro vai ser gozar naqueles bancos duros de aeroportos. Bem que o Ministério do Turismo, em prol da perseguição do gozo pré-viagem, poderia providenciar assentos mais confortáveis.
sábado, 9 de junho de 2007
¡Qué Pasa!

Quando assisti pela primeira vez ao filme The Doors, fiquei impressionado com a interpretação de Val Kilmer. O ator parecia ter incorporado o espírito do Jim Morrison. Algo quase assustador. Algum tempo depois, li num desses tablóides de Los Angeles que durante algum tempo depois de encerrada as filmagens o personagem se recusava a abandonar o ator. Algo do tipo “Dr. Jekyll and Mr. Hyde”. O que é muito mais assustador!
Temo que Lionel Messi está para Diego Maratona assim como Val Kilmer está para Jim Morrison. Depois de marcar um gol de placa contra o Getafe, o jovem argentino fez um gol de mão neste sábado, contra o Espanyol. Enquanto esperamos o próximo ato resta a pergunta: será que o mundo agüenta um politeísmo argentino? Eu não.
segunda-feira, 4 de junho de 2007
Conhecimento não é a base de tudo.

Em um curso de Medicina, o professor se dirige ao aluno e pergunta:
- Quantos rins nós temos?
- Quatro! Responde o aluno.
- Quatro? Replica o professor, arrogante, daqueles que se comprazem em tripudiar sobre os erros dos alunos. Traga um feixe de capim, pois temos um asno na sala - ordena o professor a seu auxiliar.
- E para mim um cafezinho! Replicou o aluno ao auxiliar do mestre.
O professor ficou irado e expulsou o aluno da sala. O aluno era, entretanto, o humorista Aparício Torelly Aporelly (1895-1971), mais conhecido como o "Barão de Itararé". Ao sair da sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso mestre:
- O senhor me perguntou quantos rins "nós temos". "Nós" temos quatro: dois meus e dois seus. Tenha um bom apetite e delicie-se com o capim.
A vida exige muito mais compreensão do que conhecimento.